quarta-feira, 24 de abril de 2013

Arte


O Alaká africano, conhecido como pano da costa no Brasil é produzido por tecelãs do terreiro de Candomblé Ilê Axé Opô Afonjá em Salvador, no espaço chamado de Casa do Alaká . Mestre Didi, Alapini (sumo sacerdote) do Culto aos Egungun e Assògbá (supremo sacerdote) do culto de Obaluaiyê e Orixás da terra, é também escultor e seu trabalho é voltado inteiramente para a mitologia e arte yorubana. Na pintura foram muitos os pintores e desenhistas que se dedicaram a mostrar a beleza do Candomblé, Umbanda e Batuque em suas telas. Um exemplo é o escultor e pintor argentino Carybé que dedicou boa parte de sua vida no Brasil esculpindo e pintando os Orixás e festas nos mínimos detalhes, suas esculturas podem ser vistas no Museu Afro-Brasileiro e tem alguns livros publicados do seu trabalho. Na fotografia o francês Pierre Fatumbi Verger, que em 1946 conheceu a Bahia e ficou até o último dia de vida, retratou em preto e branco o povo brasileiro e todas as nuances do Candomblé, não satisfeito só em fotografar passou a fazer parte da religião, tanto no Brasil como na África onde foi iniciado como babalawo, ainda em vida iniciou a Fundação Pierre Verger em Salvador, onde se encontra todo seu acervo fotográfico.

          

Palavras Africanas usadas no Vocabulário Brasileiro

 

A
abará: bolinho de feijão.
acará: peixe de esqueleto ósseo.
acarajé: bolinho de feijão frito (feijão fradinho).
agogô: instrumento musical constituído por uma dupla campânula de ferro, produzindo dois sons.
angu: massa de farinha de trigo ou de mandioca ou arroz.


B
banzar: meditar, matutar.
banzo: nostalgia mortal dos negros da África..
batuque: dança com sapateados e palmas.
banguela: desdentado.
berimbau: instrumento de percussão com o qual se acompanha a capoeira.
búzio: concha.


C
cachaça: aguardente.
cachimbo: aparelho para fumar.
cafundó: lugar afastado, de acesso difícil.
cafuné: carinho.
calombo: quisto, doença.
camundongo: rato.
Candomblé: religião dos negros iorubás.
candonga: intriga, mexerico.
canjica: papa de milho verde ralado.
carimbo: instrumento de borracha.
caxambu: grande tambor usado na dança harmônica.
caxumba: doença da glândula falias.
chuchu: fruto comestível.
cubata: choça de pretos; senzala.


D
 dendê: fruto do dendezeiro.
dengo: manha, birra.


E
 Exu: deus africano de potências contrárias ao homem.


F
fubá: farinha de milho.


G
guandu: o mesmo que andu (fruto do anduzeiro), ou arbusto de flores amarelas, tipo de feijão c
omestível.


I
inhame: planta medicinal e alimentícia com raiz parecida com o cará.
Iemanjá: deusa africana, a mãe d’ água dos iorubanos.


J
jiló: fruto verde de gosto amargo.
jongo: o mesmo que samba.


 L
libambo: bêbado (pessoas que se alteram por causa da bebida).
lundu: primitivamente dança africana.


 M
macumba: religião afro-brasileira.
maracatu: cortejo carnavalesco que segue uma mulher que num bastão leva uma bonequinha enfeitada, a calunga.
marimbondo: o mesmo que vespa.
maxixe: fruto verde.
miçanga: conchas de vidro, variadas e miúdas.
mandinga: feitiçaria, bruxaria.
moleque: negrinho, menino de pouca idade.
muamba: contrabando.


 O
Ogum: Deus das lutas e das guerras.
Orixá: divindade secundário do culto jejênago, medianeira que transmite súplicas dos devotos suprema divindade desse culto, ídolo africano.


 P
puita: corpo pesado usado nas embarcações de pesca em vez fateixa.


 Q
quenga: vasilha feita da metade do coco.
quiabo: fruto de forma piramidal, verde e peludo.
quilombo: valhacouto de escravos fugidos.
quitute: comida fina, iguaria delicada.
quizília: antipatia ou aborrecimento.


 S
samba: dança cantada de origem africana de compasso binário ( da língua de Luanda, semba = umbigada).
senzala: alojamento dos escravos.


 T
tanga: pano que cobre desde o ventre até as coxas.
tutu: iguaria de carne de porco salgada, toicinho, feijão e farinha de mandioca.


 U
urucungo: instrumento musical.


 V
vatapá: comida.


 X
xendengue: magro, franzino.


 Z
zambi ou zambeta: cambaio, torto das pernas.
zumbi: fantasmas.

Comida Típica - Feijoada

Ingredientes
  • 500 g de feijão-preto
  • 300 g de carne-seca
  • 300 g de carne defumada
  • 300 g de paio
  • 300 g de linguiça calabresa
  • 300 g de costela de porco
  • 250 g de bacon
  • 1 cebola média picada
  • 1 dente de alho picado
  • 2 colheres (sopa) de cheiro verde picado
  • 1 pitada de colorau
  • 1 pitada de cominho em pó
  • 1 laranja
  • pimenta-malagueta a gosto
  • sal e pimenta-do-reino a gosto
  • azeite de oliva a gosto
  • Couve
  • 3 maços de couve-manteiga
  • 1 dente de alho picado
  • 1/2 cebola picada
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 50 g de bacon
  • sal a gosto
  • Molho
  • 1 cebola ralada
  • salsa e cebolinha a gosto
  • pimenta vermelha e sal a gosto
  • azeite a gosto
  • 2 xícaras(chá) de caldo de feijão

Modo de preparo

Escolha o feijão e coloque num recipiente fundo. Acrescente bastante água e deixe-os de molho por aproximadamente 12 horas, trocando a água a cada 3 horas.
Com uma faca afiada, corte a carne-seca em pedaços, retire e despreze as gorduras, e coloque num recipiente. Cubra com água e deixe de molho por 12 horas, trocando a água a cada 3 horas.
Corte o bacon em cubos grandes. Separe uma pequena parte para o refogado e corte em pequenos pedaços.
Para cortar a costela de porco em pedaços, apóie a costela sobre uma tábua e deixe a parte dos ossos virada para cima. Com uma faca afiada, corte a carne seguindo a linha entre os ossos. Reserve.
Escorra a água da carne-seca e coloque a carne numa panela. Cubra com água fria e leve ao fogo para ferver. Ao ferver, escorra a água e cubra novamente com água fria. Leve novamente ao fogo e espere ferver. Escorra a água e reserve.
Escorra a água do feijão e coloque-os numa panela grande. Cubra os feijões com bastante água e leve ao fogo alto para ferver. Enquanto aguarda a fervura, lave a laranja muito bem sob água corrente.
Ao ferver, abaixe o fogo e acrescente a laranja inteira (com casca) e a carne-seca. Após 30 minutos, adicione as costelinhas reservadas. Após mais 30 minutos, acrescente a carne defumada. Retire a laranja e despreze.
Em seguida, adicione as lingüiças inteiras e o bacon. Deixe cozinhar por mais 90 minutos ou até que as carnes e o feijão fiquem macios.
Pique a cebola, o alho e o cheiro-verde. Leve uma frigideira grande ao fogo baixo, regue com um pouco de azeite e adicione o bacon picado. Em seguida, junte a cebola e refogue por 2 minutos. Acrescente o alho e refogue por mais 1 minuto. Coloque o cheiro-verde, o cominho, o colorau, a pimenta-malagueta picada e mexa bem.
Pegue uma concha de feijão macio, sem o caldo, de dentro da feijoada e coloque sobre um prato. Amasse com um garfo, formando uma papa. Coloque a papa de feijão na frigideira com o refogado e mexa bem. Se for preciso, acrescente um pouco de caldo.
Transfira o refogado com a papa para a panela da feijoada, misture e deixe cozinhar por mais alguns minutos. Prove a feijoada e verifique se precisa acrescentar sal e pimenta.
Retire as lingüiças de dentro da panela e coloque-as sobre uma tábua. Corte as lingüiças em fatias finas e coloque as rodelas na panela da feijoada. Espere a feijoada aquecer e sirva em seguida.
Para acompanhar, sirva arroz branco, couve refogada, farofa, mandioca frita e gomos de laranja.

Couve

Lave muito bem a couve sob água corrente. Retire os talos das folhas e empilhe uma folha sobre a outra. Enrole as folhas, apertando bem, como se estivesse fazendo um charuto.
Coloque o charuto de couve sobre uma tábua e corte, com uma faca afiada, em fatias bem fininhas.
Leve uma frigideira grande, de preferência antiaderente, ao fogo baixo. Coloque o azeite e o bacon e refogue por 2 minutos, mexendo sempre. Acrescente a cebola e refogue por 2 minutos. Adicione o alho e refogue por mais 1 minuto. Em seguida, coloque toda a couve picada na frigideira e refogue por mais 2 minutos, sem parar de mexer, ou até que a couve comece a murchar.
Tempere com sal e misture bem. Retire a couve da frigideira (ainda bem verdinha) e sirva a seguir.
Para o molho, misture todos os ingredientes e sirva acompanhado da feijoada.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Capoeira,a arte -marcial afro-brasileira

A palavra Capoeira, está ligada aos primeiros movimentos escravos de fuga e rebeldia, seu significado vem da palavra tupi-guarani caá-puêra: caá = mato, puêra = que já foi; Capuêra, s. f. – mato que nasceu em lugar de outro derrubado ou queimado; mato onde os escravos escondiam- se fugidos do capitão do mato, este jogo de destreza corporal era sua poderosa arma. Hoje o jogo da capoeira está difundido em todos os lugares do Brasil.
Capoeira, a arte-marcial afro-brasileira





Músicas

Na música deram origem ao maxixe, samba, choro, bossa-nova entre outros. Também há alguns instrumentos musicais brasileiros, como o berimbau, o afoxé e o agogô, que são de origem africana. O berimbau é o instrumento utilizado para criar o ritmo que acompanha os passos da capoeira, mistura de dança e arte marcial criada pelos escravos no Brasil colonial.


Culinária

A culinária divulgada principalmente na Bahia, com pratos típicos que levam o leite de coco-da-baía, o azeite de dendê, a pimenta malagueta, o feijão preto, (nossa famosa feijoada), o quiabo, em pratos como o vatapá, caruru, mungunzá, acarajé, angu e pamonha, modificando assim vários pratos portugueses, substituindo seus ingredientes, utilizando para o preparo dos pratos as panelas de barro e a colher de pau.


Religião

Os africanos criaram o candomblé, religião afro-brasileira baseada no culto aos orixás praticados atualmente em todo o território, assim como a umbanda, uma fusão de elementos culturais diferentes, que mistura elementos africanos com o catolicismo e o espiritismo, incluindo a associação de santos católicos com os orixás.




Influências Africanas

A cultura africana chegou ao Brasil com os povos escravizados trazidos da África, sua diversidade cultural refletiu-se na diversidade dos escravos, pertencentes a diversas etnias que falavam idiomas diferentes e trouxeram tradições distintas, na colônia, os escravos aprendiam o português, eram batizados com nomes portugueses e obrigados a se converter ao catolicismo, uma tentativa de fazê-los assimilar a cultura do homem branco.